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Mercado Imobiliário: Investir em Tijolo ou Fundos Imobiliários?

Mercado Imobiliário: Investir em Tijolo ou Fundos Imobiliários?

09/10/2025 - 02:06
Giovanni Medeiros
Mercado Imobiliário: Investir em Tijolo ou Fundos Imobiliários?

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de recorde de lançamentos no primeiro semestre e forte demanda, gerando um dilema para quem deseja investir: adquirir um imóvel físico ou aplicar em fundos imobiliários (FIIs)? Neste artigo, exploramos dados de 2025, tendências regionais e aspectos emocionais que envolvem cada escolha.

Panorama Atual do Mercado Brasileiro

Em 2025, foram lançadas 186,5 mil unidades residenciais no primeiro semestre, o melhor resultado desde 2006, enquanto as vendas subiram 9,6%, movimentando R$ 123 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, ultrapassaram 414 mil imóveis, impulsionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

A oferta final recuou 4,1%, chegando a 290.086 unidades em junho, o que pode esgotar estoques em 8,2 meses sem novos lançamentos. Essa dinâmica cria um ambiente de pressão por novas oportunidades e fortalece a valorização de imóveis bem localizados.

A intenção de compra atingiu 49% dos brasileiros, chegando a 58% na alta renda. O perfil predominante é de homens acima de 50 anos, com renda familiar superior a R$ 10 mil, buscando imóveis entre R$ 600 mil e R$ 800 mil. Essa combinação reflete segurança e desejo de legado.

Segmentação e Tendências

O programa Minha Casa, Minha Vida responde por 53% dos lançamentos e 47% das vendas, com crescimento de 29,7% em unidades e 29,6% em valor no último ano. As políticas de subsídio e crédito facilitado continuam sendo o motor de inclusão habitacional.

No segmento médio e alto padrão, houve alta de 5,5% nas unidades lançadas e de 20% em valor. As vendas nesse nicho cresceram 16,6% em valor, reforçando o apelo por proteção contra a inflação e preservação de patrimônio.

Regionalmente, o Nordeste lidera com 27,3% de crescimento em vendas, seguido pelo Norte com 16,5%. Cidades como Curitiba, Goiânia e São Paulo despontam como destinos promissores, tanto para moradia quanto para investimento.

Características e Vantagens dos Fundos Imobiliários

Os FIIs oferecem renda mensal e potencial isenção fiscal. Com liquidez em Bolsa, é possível comprar e vender cotas com facilidade, diversificando em imóveis comerciais, logísticos, shoppings e residenciais.

  • Liquidez elevada em comparação ao imóvel físico;
  • Diversificação e menos exposição a riscos específicos;
  • Gestão profissional e especializada;
  • Entrada com capital reduzido.

Por outro lado, a volatilidade das cotas reflete juros, inflação e macroeconomia. O desempenho também depende da qualidade da gestão e da taxa de vacância dos ativos, exigindo acompanhamento constante.

Investimento em Imóvel Físico (“Tijolo”)

Adquirir um imóvel confere sentimento de segurança e posse direta. O investidor tem controle sobre reformas, locação e uso próprio, com potencial valorização patrimonial ao longo dos anos.

  • Controle total sobre o ativo e uso direto;
  • Valorização de longo prazo e proteção patrimonial;
  • Possibilidade de gerar renda via aluguel;
  • Benefício emocional de ter um “lar”.

Entretanto, a baixa liquidez, os custos de aquisição e manutenção, impostos e burocracia podem tornar esse caminho mais pesado. Vacância e custos inesperados também afetam a rentabilidade.

Comparativo Prático entre “Tijolo” e FIIs

Esse comparativo destaca as principais diferenças, mas a decisão final deve refletir perfil, objetivos financeiros e disposição para lidar com cada dinâmica.

Fatores de Decisão e Perspectivas Futuras

Embora juros elevados e desafios econômicos persistam, o setor fecha 2025 com sólido crescimento. A redução de estoques em menos de nove meses pode sustentar a alta de preços e acelerar novos lançamentos.

Para investidores focados em renda passiva imediata, os FIIs são atrativos. Já quem busca valorização de longo prazo e controle direto tende a preferir o imóvel físico. A escolha depende também do fluxo de caixa disponível e do horizonte de investimento.

As perspectivas apontam para estabilidade em vendas e lançamentos, com políticas habitacionais mantendo o mercado aquecido. Cidades de médio porte e regiões menos exploradas podem oferecer oportunidades únicas de valorização.

Conclusão

Decidir entre “tijolo” e FIIs exige equilíbrio entre racionalidade e afeto. Pense no propósito do investimento: segurança, renda ou legado. Ao alinhar dados de mercado com seu perfil e sonhos, você encontra o caminho ideal para construir patrimônio e transformar sonhos em realidade.

Giovanni Medeiros

Sobre o Autor: Giovanni Medeiros

Giovanni Medeiros